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Calculadora de Orçamento 50/30/20: Organize seu Salário Cash Book

Digite seu salário mensal líquido. A calculadora divide o valor em necessidades, desejos e poupança, permitindo ajustar as porcentagens conforme sua realidade.

A divisão (ajuste se necessário)

Necessidades

Desejos

Poupança e dívidas

ÁreaConta como necessidadeConta como desejo
MoradiaAluguel ou financiamento, contas básicasImóvel maior que o necessário, decoração
AlimentaçãoMercadoRestaurantes, delivery, café fora
TransporteDeslocamento, combustível, seguro, passeApps de transporte por conveniência, segundo carro
ContasPlano de celular, internet, plano de saúdePlanos premium, streaming, academia
DívidasPagamentos mínimos de todas as dívidasNenhum: pagamentos extras vão para poupança
VestuárioReposição de itens gastos, roupas de trabalhoNovas tendências, marcas, peças extras
LazerNenhum: lazer entra em desejosHobbies, viagens, presentes, saídas

Resposta rápida

A calculadora de orçamento 50/30/20 divide seu salário líquido em três partes: 50% para necessidades (aluguel, mercado, contas, dívidas mínimas), 30% para desejos (restaurantes, assinaturas, hobbies) e 20% para poupança e pagamento extra de dívidas. Insira sua renda após impostos e a ferramenta mostra os valores, uma média semanal para gastos e uma anual para poupança. A regra é um ponto de partida, não uma lei: se o aluguel consome 45%, você pode ajustar a divisão para algo que faça sentido para você.

Esta calculadora funciona inteiramente no seu navegador: nada do que você digita é enviado ou armazenado, e ela continua funcionando offline. Insira um número, sua renda mensal líquida, e ela divide esse valor em necessidades, desejos e poupança usando a regra 50/30/20. Ela também mostra o que esses valores significam por semana e por ano, lista os itens que geralmente pertencem a cada categoria e permite ajustar as porcentagens quando a divisão padrão não condiz com seu aluguel.

Como usar

  1. Encontre sua renda líquida. Este é o valor que realmente chega na sua conta todo mês, após impostos e descontos. Se você recebe quinzenalmente, multiplique um salário por 26 e divida por 12; isso dá uma média mensal real. Se sua renda varia, use um valor cauteloso, como o seu pior mês no último ano, e trate qualquer valor acima disso como um bônus para a poupança.
  2. Insira o valor e defina o símbolo. Digite o valor no primeiro campo. O campo de símbolo da moeda vem com o cifrão; altere para a moeda que você utiliza. Isso apenas altera como os resultados são exibidos, sem conversão.
  3. Leia os três valores. Necessidades e desejos mostram um valor mensal e um semanal abaixo, pois um número semanal é mais fácil de sentir no dia a dia. Poupança mostra o valor mensal e o acumulado em um ano, pois o horizonte de um ano é onde a economia começa a fazer diferença.
  4. Verifique a tabela. Abaixo dos resultados há uma tabela de gastos comuns e a qual categoria cada um pertence. Moradia, mercado, transporte e pagamentos mínimos de dívidas ficam em necessidades; restaurantes, assinaturas, hobbies e upgrades ficam em desejos. Compare com seus gastos do último mês antes de confiar na divisão.
  5. Ajuste se necessário. Os três campos de porcentagem começam em 50, 30 e 20. Se suas necessidades já consomem mais da metade, altere para o que é real e deixe a ferramenta recalcular. A linha abaixo dos campos avisa quando a soma não atinge 100%. Um botão de redefinir restaura a divisão padrão.

O que a divisão significa

A regra 50/30/20 vem do livro All Your Worth, de 2005, de Elizabeth Warren e Amelia Warren Tyagi. O argumento delas é que a maioria dos orçamentos falha porque exige o rastreamento de dezenas de categorias, e que três grandes grupos são suficientes para saber se a vida financeira está equilibrada. As categorias são definidas pelo que acontece se você parar de pagar, não por como o gasto parece.

Necessidades, 50%. São os pagamentos com consequências: aluguel ou financiamento, contas, mercado, transporte para o trabalho, seguros, plano de celular, creche e o pagamento mínimo de toda dívida. Se você deixasse de pagar um desses por dois meses, algo quebraria, seja um contrato, seu score de crédito ou seu transporte. O livro chama isso de "essenciais" e trata essa fatia como o número mais importante do orçamento, pois define quanto espaço sobra para o resto.

Desejos, 30%. É tudo o que você poderia pausar por um mês sem dano real: comer fora e delivery, streaming e outras assinaturas, hobbies, presentes, viagens, roupas além da reposição, a versão mais cara de algo que você já tem. A regra é generosa aqui de propósito. Um orçamento sem espaço para desejos tende a durar cerca de seis semanas.

Poupança e pagamento de dívidas, 20%. Reserva de emergência, aposentadoria, um depósito que você está juntando e qualquer pagamento de dívida acima do mínimo. Pagamentos extras de dívidas entram aqui, pois são uma escolha que melhora sua posição, assim como poupar. O valor de poupança da calculadora é mostrado por ano e por mês por esse motivo: o número mensal é um hábito, o anual é um resultado.

A calculadora faz três multiplicações. Necessidades são a renda líquida vezes a porcentagem de necessidades, desejos vezes a de desejos, e poupança vezes a de poupança. Os valores semanais dividem por 4,33, a média de semanas em um mês, e o valor anual de poupança multiplica por 12. Essa simplicidade é o ponto. Uma regra que você pode calcular de cabeça é uma regra que você realmente vai conferir com o saldo bancário.

Onde a regra deixa de funcionar

A divisão 50/30/20 é um modelo, e modelos não servem para todos. Veja onde ele se ajusta ou quebra:

Quando o aluguel sozinho chega a 50%. Em muitas cidades, a moradia consome de 35% a 45% da renda líquida, deixando pouco para as outras necessidades. A regra então gera uma categoria de necessidades que já está estourada antes do mercado. Este é o motivo mais comum para a calculadora ser usada e fechada. O passo honesto é ajustar a divisão para a realidade, talvez 65/20/15, e tratar a diferença como uma meta para os próximos anos, não como uma falha.

Quando a renda é alta. Alguém com um salário alto pode cobrir todas as necessidades com 25% da renda. A regra daria 30% para desejos e travaria a poupança em 20%, quando a situação permitiria 40% ou mais. Nada na regra impede poupar mais, mas seus números redondos podem limitar a ambição. Se suas necessidades estão bem abaixo da metade, a divisão mais útil é manter as necessidades como estão, poupar o máximo possível e usar o que sobrar para desejos.

Quando as categorias se misturam. Um carro pode ser uma necessidade para o trabalho e um desejo no seu modelo. Mercado é necessidade; a taxa de entrega é um desejo. O plano de celular é necessidade; o aparelho mais novo em um contrato de dois anos é, em grande parte, um desejo. A regra não decide esses casos por você, e um orçamento que coloca toda despesa cinzenta em necessidades reportará um valor que parece inevitável quando um terço não é.

Quando a dívida é grande. Com dívidas de juros altos, os mínimos ficam em necessidades e o que sobra acima deles em poupança. Isso é correto, mas pode fazer a categoria de poupança parecer saudável quando nada está sendo realmente guardado. Se você está nessa posição, vale anotar dentro dos 20% quanto é pagamento de dívida e quanto é reserva, para que a reserva não arredonde silenciosamente para zero.

Quando a regra vira um placar. A divisão é um diagnóstico. Se suas necessidades estão em 62%, a reação útil é saber disso e planejar, não sentir que falhou em um teste. Orientações de órgãos públicos começam no mesmo lugar: anote o que é real primeiro.

Exemplos práticos

Exemplo 1: a regra se encaixa. Renda líquida de R$ 3.600. A calculadora dá R$ 1.800 para necessidades, R$ 1.080 para desejos e R$ 720 para poupança. Aluguel R$ 1.150, contas R$ 180, mercado R$ 380, transporte R$ 90 e mínimo do cartão R$ 60, totalizando R$ 1.860. Necessidades estão 3% acima, o que é próximo o suficiente para manter a divisão e cortar R$ 60 de algum lugar, provavelmente mercado. Desejos em R$ 1.080 por mês, ou R$ 250 por semana, é confortável. Poupança de R$ 720 por mês chega a R$ 8.640 por ano.

Exemplo 2: o aluguel quebra a regra. Renda líquida de R$ 2.400. A divisão padrão dá R$ 1.200 para necessidades, mas o aluguel é R$ 1.050 e mercado, contas e transporte somam R$ 520, então as necessidades reais são R$ 1.570, ou 65%. Digitar 65, 20 e 15 nos campos dá R$ 1.560 para necessidades, R$ 480 para desejos e R$ 360 para poupança, dentro de R$ 10 do valor real. Esse é um orçamento que a pessoa consegue manter. Não é 50/30/20, e o objetivo de anotar é ver que a diferença é de R$ 370 de custo fixo, que deve ser resolvido com um aluguel mais barato ou um aumento.

Exemplo 3: renda alta, necessidades baixas. Renda líquida de R$ 8.000. Necessidades são R$ 2.600, ou 32%. A divisão padrão daria R$ 2.400 para desejos e R$ 1.600 para poupança. Ajustar para 33/27/40 dá R$ 2.640 para necessidades, R$ 2.160 para desejos e R$ 3.200 para poupança, ou R$ 38.400 por ano. A categoria de desejos continua grande; a de poupança está fazendo o trabalho que a renda permite.

Do número ao hábito

Uma divisão no papel é um plano. O que decide se ele sobrevive é se você consegue ver, em uma terça-feira comum, quanto da categoria de desejos ainda resta. É para isso que o Cash Book serve.

A calculadora te dá um valor de desejos. No Cash Book, esse valor vira um limite mensal em Orçamentos, que aparece abaixo do valor principal na tela inicial como um saldo restante, ficando vermelho apenas quando você ultrapassa. Para os itens que sempre escapam, mercado, restaurantes, o que for sua área cinzenta, um orçamento por etiqueta com sua própria barra de progresso mantém um teto menor dentro da categoria. As categorias são suas para definir com etiquetas e categorias: uma categoria de Desejos contendo etiquetas de restaurante, delivery e assinatura mostrará o valor total em um só lugar na aba de Despesas.

A razão pela qual isso funciona onde planilhas travam é a velocidade de registro. Dizer "quatorze e cinquenta almoço" no registro por voz leva três segundos, um recibo pela câmera leva o mesmo, e um pagamento via Apple Pay pode se registrar sozinho. Quando cada compra entra no momento em que acontece, o limite na tela inicial é real, e um número real muda decisões de uma forma que uma revisão mensal nunca faria.

Se você quer a rotina completa em torno da divisão, como fazer um orçamento mensal que funciona cobre o primeiro mês, a revisão e as formas comuns de um orçamento desviar. Como parar de comprar por impulso foca especificamente na categoria de desejos e por que ver o saldo restante é a maior parte da cura.

As outras ferramentas

A divisão te dá um valor mensal de desejos; a calculadora de limite de gastos diários transforma isso em um número por dia, o que é mais fácil de manter na cabeça no caixa. A calculadora de metas de poupança pega os 20% e diz quando um objetivo específico será alcançado. A calculadora de custo de assinaturas soma os gastos recorrentes que costumam se esconder nos desejos. A calculadora de pequenas compras mostra o que um hábito diário custa por mês e por ano, e a calculadora de horas de trabalho precifica qualquer compra no tempo que levou para ganhá-la.

O próximo passo

Comece com o número que a calculadora dá para desejos e defina-o como um limite mensal. Deixe um mês inteiro passar, registre tudo e então olhe a aba de Despesas em Insights para ver como a divisão real se compara à desta página. Se as necessidades ficaram acima de 50%, o guia de baixa renda é a próxima leitura. Se os desejos ficaram bem acima de 30%, o guia de compras por impulso é o ideal. Se a divisão funcionou, o valor de poupança é o número a ser automatizado, e a calculadora de metas de poupança dirá o que ele compra e quando.

A regra não é um teste que você passa. É uma forma de ver três números em vez de trinta, e de notar qual deles tem se movido silenciosamente.

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Perguntas frequentes

O que é a regra 50/30/20?

É uma diretriz de orçamento que divide a renda líquida em três partes: 50% para necessidades, 30% para desejos e 20% para poupança e pagamento de dívidas além do mínimo. Elizabeth Warren e Amelia Warren Tyagi descreveram o método no livro All Your Worth, de 2005. É popular por focar em três números em vez de dezenas de categorias.

Devo usar a renda bruta ou líquida para o 50/30/20?

Líquida, ou seja, o valor que realmente cai na sua conta após impostos e descontos. A regra é sobre o dinheiro que você pode controlar. Se sua empresa desconta previdência antes do pagamento, você pode somar esse valor à categoria de poupança ao verificar se atingiu os 20%, mas mantenha o valor que entra na conta como base da calculadora.

O que conta como necessidade na regra 50/30/20?

Tudo o que você não pode deixar de pagar sem consequências graves em um ou dois meses: aluguel ou financiamento, contas básicas, mercado, transporte para o trabalho, seguros, plano de celular e o pagamento mínimo de todas as dívidas. O teste não é se algo parece importante, mas se o atraso gera consequências reais.

O que conta como desejo?

Gastos que você poderia pausar sem prejuízo real: restaurantes e delivery, streaming e assinaturas, hobbies, viagens, presentes, academia, upgrades em itens que você já possui. A maioria das necessidades tem uma versão de desejo. Mercado é necessidade; a marca premium do mesmo produto é, em parte, um desejo. A tabela nesta página mostra a divisão para itens comuns.

Pagamentos mínimos de dívidas contam como necessidade ou poupança?

Mínimos são necessidades, pois o não pagamento tem consequências. Qualquer valor pago acima do mínimo faz parte dos 20%, pois é uma escolha que melhora sua posição financeira, assim como a poupança. É assim que a regra original trata dívidas, evitando que um empréstimo grande faça a categoria de poupança parecer vazia.

E se minhas necessidades forem mais de 50% da minha renda?

Então a regra, como escrita, não se aplica, e insistir nela apenas criará um orçamento impossível de seguir. Ajuste a divisão na calculadora para a sua realidade atual, por exemplo 65/20/15, e trate a diferença como o valor a ser reduzido ao longo do tempo, cortando custos fixos ou aumentando a renda. O guia de baixa renda nesta página detalha as opções.

20% de poupança é o suficiente?

Depende do objetivo e do ponto de partida. Vinte por cento da renda líquida é um hábito sólido para quem já possui reserva de emergência e contribuições para aposentadoria. Para quem tem dívidas de juros altos ou nenhuma reserva, os mesmos 20% devem ser vistos como o total para poupança e pagamento extra de dívidas, não apenas poupança. Para casos específicos, consulte um consultor financeiro.

A regra 50/30/20 funciona para renda irregular?

Sim, com um ajuste: faça o orçamento com base em um valor mensal conservador, como o seu pior mês no último ano ou a média dos três piores, em vez de um mês bom. Use esse valor na calculadora. Nos meses melhores, o excedente vai primeiro para a poupança, o que suaviza os meses mais difíceis.

Como isso é diferente de um orçamento base zero?

O orçamento base zero dá a cada unidade de renda uma função específica até que nada reste sem destino. A regra 50/30/20 dá à renda três funções e deixa os detalhes com você. O base zero é mais preciso e exige mais tempo; o 50/30/20 é mais rápido e fácil de manter. Muitas pessoas começam com os três baldes e adicionam detalhes apenas onde um balde continua transbordando.

O Cash Book aplica a regra 50/30/20 automaticamente?

Não como uma regra nomeada. O que o app permite é definir um limite mensal e orçamentos por etiqueta, para que você transforme o valor de desejos desta calculadora em um teto mensal e acompanhe na tela inicial quanto ainda resta. O registro por voz ou câmera mantém os números atualizados sem precisar de planilhas.

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